Diagnóstico da Fobia Social
O
diagnóstico da
Fobia Social é feito pela observação
do
comportamento e de alguns
sinais emitidos por uma
pessoa (exemplo: criança que fica muda diante de crianças
desconhecidas) e/ou pelas informações que ela presta
(exemplo: relato de intensa
ansiedade em uma ou mais
situações
sociais. O quadro apresenta
algumas características que ocorrem de forma sistemática:
acontece quando há contato com outra(s) pessoa(s),
está em jogo algum
desempenho (falar, escrever,
cantar, comer, interagir), surge uma forte ansiedade e
desejo de fugir do ambiente.
Esses padrões podem, assim, aparecer em inúmeras
situações, mas algumas aparentemente são mais comuns:
quando a pessoa vai
falar em público, iniciar contato
com o sexo oposto, falar com extranhos. É comum
haver também ansiedade, embora menos intensa,
no convívio familiar.
O diagnóstico da Fobia Social pode variar de um
profissional
para o outro, devido a algumas particularidades de
cada caso. Assim, um profissional pode julgar uma
pessoa como
portadora de fobia social, e outro profissionar
jugá-la
portadora de Timidez. Uma pessoa pode ser
considerada portadora de uma fobia
moderada por um
profissional e
severa por outro.
A variação de um profissional para outro pode ser
não apenas quanto ao grau ou intensidade da Fobia
social, mas também quanto ao
diagnótico propriamente
dito. Muitos não fazem distinção entre Timidez e Fobia
Social e todas as pessoas que se sentem mal ou constrangidas
na presença de outras, podem ser consideradas portadoras
de Timidez ou de Fobia Social. Para esses profissionais,
os
sinais e
sintoimas vão determinar apenas o grau.
Por exemplo, o diagnóstico poderá ser de Timidez
Leve,
Timidez Moderada, Timidez Severa, ou Fobia Social
Leve, Fobia Social Moderada, Fobia Social Severa.
Muitos profissionais, de outro lado, fazem distinção
entre Timidez e Fobia Social - o autor deste site
se inclui neste grupo. A Timidez não é
um
diagnóstico médico; e da forma como
é descrita neste site, não se enquadra
no diagnóstico de Fobia Social da
Classificação
Internacional de Doenças, número 10,
da Organização Mundial de Saúde,
e tampouco no
Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais,
4a. edição,
da Associação Americana de Psiquiatria.
Para se fazer o diagnóstico é necessário seguir
os
critérios recomendados por essas organizações
voltadas para a saúde. O primeiro deles é decidir
se o quadro se ajusta à definição
de Fobia.
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Se o indivíduo apresenta
medo
irracional nas situações
de
desempenho social, sente forte desejo de evitá-las,
suporta-as com grande
sofrimento (ansiedade elevada)
e tem
prejuízo pessoal significativo ou perspectiva
de prejuízo futuro, ele porta Fobia Social.
Em outros termos, pode-se dizer que a ansiedade que
esse indivíduo experimenta nessas situações é alta
e repete-se todas as vezes que passa pela situação,
chegando ou não ao
pânico.
Seguem-se outros critérios que devem ser levados em
conta no diagnóstico da Fobia Social. Fora da situação
a pessoa tem
consciência (ou pode vir a tê-la)
da irracionalidade de seu medo (isso não é requerido
quando se trata de criança). O diagnóstico em crianças
e adolescentes só deve ser feito se os sinais e sintomas
persistirem por pelo menos 6 meses. Deve-se registrar
as situações sociais em que ocorre a ansiedade, assim
como o número delas - se em duas ou mais (raramente
ocorre em apenas uma situação). Observar se a Fobia
Social resulta de alguma condição médica ou social
temporários. A
história familiar geralmente
registra quadro semelhante em outra(s) pessoa(s),
principalmente em um dos pais.
O diagnóstico da Fobia Social será acrescido da expressão
Generalizada, se a fobia aparecer na maioria das situações
de desempenho social.
Páginas correlacionadas:
Diganóstico
Diferencial da Fobia Social
Transtorno da Ansiedade Social: O Que É, Os
Sintomas de Crises de Ansiedade
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