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auto-ajuda



Porque a Auto-Ajuda na Timidez ou Fobia Social não o Ajuda

Ruy Miranda
Vencer a Timidez e a Ansiedade Social



Algumas pessoas se queixam de não obter resultado com a auto-ajuda nas situações em que se sentem tímidas ou que sofrem ataque de Fobia / Ansiedade Social. Às vezes se queixam de nem mesmo conseguir colocar em prática o que aprenderam. Vamos examinar alguns aspectos envolvidos nessa situação e ainda dar uma dica útil para desbloquear o caminho e facilitar o uso da auto-ajuda.

Antes, contudo, vamos tecer ligeiras considerações sobre certos aspectos da auto-ajuda.

O que é Auto-Ajuda?

Literalmente, auto-ajuda é a ajuda que alguém dá a si mesmo, sem a participação de outrem.

Na prática, o que se passa é um pouco mais complexo. Na auto-ajuda você não tem a presença física de outra pessoa, mas leva na mente as instruções que ela lhe deu por escrito e/ou verbalmente para superar uma situação nova ou difícil. Ou então, você leva na mente as observações que fez sobre os procedimentos de outra pessoa. Essas instruções são bem específicas e, em geral, apresentadas em etapas.

Embora a auto-ajuda seja utilizada de modo preponderante em assuntos de natureza psicológica, o mesmo processo é empregado em situações muito diferentes. Exemplos: você pode se preparar para não tremer quando vai falar em uma reunião, como também para fazer um carro andar. Na primeira situação você não precisa saber porque treme quando vai falar em uma reunião, mas apenas preparar-se para não tremer. No segundo caso, você não precisa saber porque ao pisar na embreagem, engatar uma marcha e acelerar, o carro anda, mas apenas saber que, ao fazer essas coisas, o carro anda.

A auto-ajuda difere da psicoterapia em muitos aspectos. Uma das diferenças que mais se destaca é que na auto-ajuda você precisa apenas seguir algumas instruções para vencer uma dificuldade, não importando a origem ou causas ou processos que geram a dificuldade. Na psicoterapia existe, em geral, uma busca dessas explicações.

Depreciação da Auto-Ajuda

Observamos que muitas pessoas depreciam quem utiliza a auto-ajuda, assim como a quem dá as instruções. E como a prática da auto-ajuda tornou-se muito comum, principalmente com a difusão da Internet, pessoas mais extremadas se referem pejorativamente a esse fenômeno como a “cultura da auto-ajuda”. Querem dizer com isso que se trata de um conhecimento superficial das coisas.

Do meu ponto de vista tal depreciação é inadequada porque em muitas situações o problema pode ser superado sem que se conheça todo o processo envolvido, como no caso de fazer o carro andar. No sentido amplo do conceito, todos nós utilizamos a auto-ajuda no quotidiano.

Se você quiser aprofundar um pouquinho a discussão e disser que são coisas diferentes, isto é, que no caso de fazer o carro andar, você treina tantas vezes o pisar na embreagem-engatar a marcha-acelerar, que isso fica automático, condicionado, eu respondo que podem ser coisas bem parecidas. A pessoa pode ter dito para si mesma inúmeras vezes, antes de falar nas reuniões, que iria tremer e tremeu mesmo, e hoje isso está automatizado, condicionado, isto é, ela treme sem mesmo pensar que isso vai ocorrer.

Se você quiser manter a discussão em um campo restrito, isto é, no campo dos processos psicológicos, eu respondo que somente pode dar o devido valor à auto-ajuda quem vive o problema e sente o alívio produzido por ela ou quem está habituado a entender os sentimentos e emoções dos outros, como por exemplo nós, psicoterapeutas. Em muitas ocasiões a auto-ajuda é um precioso atalho em uma longa jornada.

Feitos estes esclarecimentos preliminares, examinemos o tema central sob dois ângulos: o que impede alguém de colocar em prática a auto-ajuda e o que acontece se alguém a coloca em prática e não obtém resultados.

O que o(a) Impede de Colocar em Prática a Auto-ajuda na Timidez ou na Fobia Social

Você pode saber direitinho como proceder na situação, mas na hora não consegue colocar esses conhecimentos em prática. Muitas coisas podem contribuir para isso. Vamos salientar algumas:

*Você fica tão ansioso(a) que não consegue lembrar-se de que tem conhecimentos para lidar com a situação.
*Você se lembra dos novos conhecimentos, mas a situação é tão desagradável que sua tendência é repetir práticas antigas para mitigar o desconforto.
*Você se lembra dos conhecimentos, começa a colocá-los em prática e logo em seguida os abandona.
*Você se lembra dos conhecimentos mas se sente desmotivado para praticá-los.

Se você se enquadra em algumas destas situações ou em situações parecidas, o mais provável é que você precise receber a ajuda direta, pessoal, de um profissional.

Dica – Você pode, antes, colocar em prática uma técnica simples, adaptada de outra, lançada pela Guestalt Terapia há mais de quarenta anos, e com ela criar as condições de praticar os conhecimentos de auto-ajuda. Ela consiste em você seguir alguns procedimentos para situar-se no tempo e no espaço quando a mente começa a ficar turva, a respiração e o coração se aceleram, e uma sensação de perigo começa a rondar, isto é, quando você começa a sentir ansiedade. Para isso você deve fazer e responder, MENTALMENTE, algumas perguntas.

-- Onde estou? Olhe em volta, mesmo que o ambiente lhe seja familiar. Descreva mental e formalmente o que você está enxergando: a sala, as paredes, a cor das paredes, como são as portas, janelas e móveis, diga para si mesmo onde você se encontra nessa sala, em que parte do prédio a sala se situa, em que rua se situa o prédio, em que cidade se situa a rua. Exemplo: “Estou dentro de uma sala, com quatro paredes brancas, na parede à minha direita existe um pôster de um campo de golfe, na parede da frente existe uma porta de madeira pintada de azul, etc. etc”.

-- Que horas são? Observe primeiro a iluminação, veja se é dia ou noite, manhã ou tarde, olhe o relógio e diga que horas são, do dia tal da semana, do mês tal.

-- Quem está aqui? Veja o lugar em você se encontra na sala, se está sentado ou em pé, se está só ou com alguém. Observe as pessoas no local, atente para o que estão falando e fazendo, se estão sentadas, em pé ou em movimento.

-- Quem sou eu? Diga o seu nome, descreva o que faz, onde mora, com quem vive, as suas qualificações.

-- O que estou fazendo aqui? Responda os motivos da sua presença neste lugar e o motivo da presença das outras pessoas.

Este procedimento vai ajudá-lo a situar-se no tempo e no espaço, e a ter uma percepção mais realista de si e da situação. Ao constatar que a ansiedade diminuiu consideravelmente, tente lembrar-se dos procedimentos de auto-ajuda que aprendeu, seja qual for a origem deles, e em seguida colocá-los em prática.

Você coloca em prática o que aprendeu e nada muda

Esta situação pode ter várias origens, entre elas destacamos:

*No fundo você não acredita que esses procedimentos possam de fato ajudá-lo.
*O procedimento abarca apenas parcialmente suas questões interiores.
*O procedimento não é o mais adequado para as circunstâncias que você está vivenciando.
*As questões interiores envolvidas são muito complexas e/ou já estão cristalizadas, de tal sorte que não são afetadas pela ajuda que você está tentando se dar.

Nestas e em circunstâncias parecidas, o mais provável é que você precisa da ajuda direta e pessoal de um profissional.




OS MEDICAMENTOS SÓ DEVEM SER USADOS SOB SUPERVISÃO DE UM MÉDICO ESPECIALISTA PORQUE ALGUMAS ASSOCIAÇÕES SÃO TÓXICAS E ATÉ MESMO LETAIS. DEPENDENDO DO PRINCÍPIO ATIVO, PODE SER NECESSÁRIO ESPERAR VÁRIOS DIAS PARA COMEÇAR COM OUTRO, OU PODE SER NECESSÁRIO ALGUMA RESTRIÇÃO ALIMENTAR OU MESMO A RETIRADA DE MEDICAMENTOS USADOS PARA DIFERENTES PROBLEMAS DE SAÚDE. O AUTOR DESTE ARTIGO NÃO RECOMENDA NENHUM MEDICAMENTO EM PARTICULAR E NÃO REPRESENTA INTERESSE DE QUALQUER PESSOA OU LABORATÓRIO FARMACÊUTICO.

 


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