Crises de Ansiedade na Fobia Social: Incidência, Início,
História, Evolução
Ruy Miranda
Vencer
a Timidez e a Ansiedade Social
As crises de ansiedade que caracterizam o Transtorno
da Ansiedade Social / Fobia Social serão examinados dos
seguintes ângulos: incidência na população,
início do transtorno (súbito ou insidioso), antecedentes
de Timidez, Evolução e remissão espontânea.
Incidência – As
informações sobre o percentual de incidência
de crises de ansiedade em situações sociais na
população geral variam de três
a treze por cento. A discrepância é compreensível
diante da dificuldade de diagnóstico. De qualquer maneira,
observa-se que o transtorno da ansiedade social atinge grande
parcela da população.
Início – Antes do final
da adolescência instala-se a maioria dos casos.
Há relatos de início no começo da adolescência
e na infância.
O início é usualmente através
de forte crise de ansiedade, como a do adolescente que, sem
aviso prévio, foi convocado no pátio da escola
onde estavam perfilados os alunos, a hastear a bandeira nacional.
“O mundo desabou sobre a minha cabeça” –
disse ele -, “não sei como cheguei lá, não
vi nada, não conseguia pensar, tremia feito vara verde,
não conseguia ouvir o hino nacional, todo mundo vendo
minha tremedeira, só me lembro de alguém me ajudando
no final.” Experiência assim costuma marcar o início
da Fobia e uma seqüência de histórias de humilhações.
Mas o começo pode ser insidioso, lento, acompanhando
o agravamento progressivo da ansiedade pré-existente.
História Pessoal–
Por minhas observações empíricas
todos os casos apresentam história pregressa
de timidez significativa. Para mim, a timidez, em qualquer
intensidade, exprime ansiedade, e a ansiedade Social exprime-se
por sinais e sintomas mais intensos e em forma de crises. Isso
não significa que toda Timidez evolua para Fobia.
Ainda baseado em minhas observações
empíricas, julgo que o autoconceito do portador
de Fobia Social parece estar mais comprometido do que
no portador de Timidez. Há maior complexidade
e desacordos entre os conceitos e atitudes em relação
a si mesmo e aos outros, e das predisposições
que os outros teriam contra ele.
Por outro lado, é comum o portador de Ansiedade
Social em situações específicas apresentar sinais e sintomas de ansiedade leve em outras situações.
Acrescento que muitos psicoterapeutas abordam a Timidez
e a Ansiedade social de maneira muito semelhante e
não usam medicamentos para tratar nenhuma das duas.
These references are similar to my vision of
the process of Shyness.
Furthermore, it is common for bearers of Social Anxiety in specific
situation to present in parallel signs and symptoms
of mild Shyness in other situations. I hasten to add
that many psychotherapists approach Shyness and Social
Anxiety in a very similar fashion and do not use medication
to treat either one.
Provavelmente você observou que uso a
expressão “portador de Fobia Social”.
Esta é mais uma indicação de minha
crença de que essas pessoas estão presas
a um processo psicológico e que, por
isso, podem se livrar dos ataques. Contudo, devo informá-lo
que muitos profissionais e portadores de Fobia Social
acreditam que o problema não tem solução
e que a pessoa pode melhorar, controlar as crises, mas será
sempre um “fóbico”.
Evolução – O Transtorno
da Ansiedade Social pode estar circunscrito a duas situações
sociais (quase impossível restringir-se a apenas
uma) ou pode se estender a quase todas. Neste último caso recebem o acréscimo da expressão Generalizada.
Em qualquer caso o sofrimento apresenta-se na dor da própria
crise de ansiedade, nas humilhações e na obstrução
à auto-realização. A isso pode somar-se
pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos.
O sofrimento induz a pessoa a se esquivar das situações
desencadeadoras de crises, o que empobrece sua qualidade
de vida.
A remissão espontânea parece possível
em casos raros. Especulo que aí teria ocorrido a introdução
de variável circunstancial, na vida
da pessoa, suficiente para modificar o autoconceito.
O tratamento pode trazer grande alívio.
Com as crises sob controle, o trabalho deve
voltar-se para mudanças no autoconceito
e nos conceitos que carrega sobre os outros.
OS MEDICAMENTOS SÓ
DEVEM SER USADOS SOB SUPERVISÃO DE UM MÉDICO ESPECIALISTA
PORQUE ALGUMAS ASSOCIAÇÕES SÃO TÓXICAS
E ATÉ MESMO LETAIS. DEPENDENDO DO PRINCÍPIO ATIVO,
PODE SER NECESSÁRIO ESPERAR VÁRIOS DIAS PARA COMEÇAR
COM OUTRO, OU PODE SER NECESSÁRIO ALGUMA RESTRIÇÃO
ALIMENTAR OU MESMO A RETIRADA DE MEDICAMENTOS USADOS PARA DIFERENTES
PROBLEMAS DE SAÚDE. O AUTOR DESTE ARTIGO NÃO
RECOMENDA NENHUM MEDICAMENTO EM PARTICULAR E NÃO REPRESENTA
INTERESSE DE QUALQUER PESSOA OU LABORATÓRIO FARMACÊUTICO.
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